quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A minha cidade!

Ao longo dos meus 18 anos, eu já passei por vários lugares da minha cidade, praticamente por ela toda, e mesmo assim desconheço a maioria dos lugares. Lembro-me da primeira vez que eu passei pelo calçadão da Barra da Tijuca, perfeitooooo, o cheiro, as pessoas, o mar quebrando nas pedras, etc. Achei tudo tão lindo, tão belo. Apesar de ser uma metrópole, o rio tem mais lugares históricos do que arquiteturas modernas. As ruas do centro são do mesmo jeito há décadas, só no bairro eu posso citar mais de 7 pontos turísticos. Ao contrário de outras cidades grandes, o Rio se divide entre o asfalto e a natureza, muitas das vezes os dois ficam lado a lado, é muito difícil você encontrar um lugar que só tenha prédios, sem um detalhe natural. Engarrafamento? Alguns, mas não exagerados. A violência é típica, mas se aqui as pessoas morrem por bala perdida ou achada, em São Paulo é por sequestro e em Piauí é pela peixeira. Tudo bem que a violência aqui é exagerada, mas se analisarmos bem, a negligência do governo em relação a várias coisas, faz com que as pessoas procurem os caminhos mais fáceis.

Voltando a parte da boa da minha cidade, pode-se dizer que o Rio de Janeiro é a cidade que nunca corre. O carioca sai de casa sempre uma hora mais cedo só para ter a certeza que não vai ter que andar correndo como um doido pra chegar cedo no trabalho. Em dia de chuva, ele sai sem guarda-chuva na esperança que o dia dê praia. Esse continuar chovendo pode ir na praia que você sempre irá encontrar um doido perdido.

Hoje quando fui ao centro da cidade, e vi a falta de pessoas na rua, tentei imaginar onde todas aquelas pessoas estariam enfiadas por aí, até agora eu não sei. mas que estava muito vazio para uma quinta-feira, isto estava. Nisso eu lembrei de uma situação em que o mesmo lugar por onde eu passei e não tinha ninguém hoje, estava tão cheio que não dava pra ver nem as janelas dos prédios. Último dia de pós Carnaval, no outro dia já era Março, Monobloco na rua levando mais de 400 mil pessoas. O dia de manhã estava frio, com a maior cara de chuva, chegando no centro o sol estava de rachar, e permaneceu assim até o final. Eu sem comer, dormir, nem sequer beber água. Por fim eu já não sentia nada, mas não queria arredar o pé dali. Sem violência, sem brigas, sem mortes. O dia perfeito! Ou seja faça Sol ou faça chuva, o carioca sai de casa na esperança de que dê tudo certo.

O Rio de Janeiro continua lindooo...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A sua história

Ela tinha apenas 13 anos quando conheceu o primeiro namorado, cerca de três meses depois ela conhece aquele que seria seu segundo namorado, namoro que rolaria mais uns 4 anos.
Controlador, manipulador e obcecado, tudo que uma menina de 13 anos não precisa. Foram 4 anos de amizades perdidas, de crises, de términos e voltas, de brigas e discussões sérias, e o mais grave, a agressão moral. Terminados os 4 anos, ela volta a se envolver com um outro tipo. dessa vez ela é a vilã. Manipuladora, controladora, só faltou o obcecada. Passa a ter discussões por todos os tipos de coisas absurdas. Por serem de criações diferentes, e por terem um passado comprometedor a perseguição passa a ser mútua, com isso se encaixam mais um ano naqueles 4. Ela nunca soube o que é curtir a vida...

Filinha do papai, esperança da família, nunca deixou transparecer o que realmente pensava, nunca pensou com a própria cabeça. Trocava de namorado sempre que podia. Tinha muitos e não queria nenhum. Não tem vida própria, tudo que faz é cronometrado por alguém. Nunca extrapolou os seus limites. Nuca se desgarrou das saias da mãe. Gosta de ter atenção de todos. Está acostumada a ter sempre alguém para lhe dizer o que fazer. Conhece ele, um garoto bobo, filhinho de mamãe assim como ela, do pai. Não sabe lavar nem suas cuecas sem ajuda. Trabalhar não é com ele. Vive de cursinho em cursinho. Futuro? Não sabe nem o que é isso. Gosta de ter o comando da situação. Manda nela sempre que precisa. A trata mal só para testar até onde vai sua lábia. Já estão há 3 anos juntos. Pensa por ela assim como toda a família. Ela não faz nada sem ele. É capaz de se virar contra tudo se for por ele. Amor próprio? Nenhum. Ela nunca soube o que é curtir a vida...

Ela teve o primeiro filho aos 15, aos 22 já são 4, todos de um mesmo pai. Desde de mais nova sempre saiu para todos os lugares. Dançarina de grupo de axé, sempre arrasou em cima dos palcos, lugar onde conheceu ele. Ele, um maltrapilho qualquer, vive de rolo em rolo, 171 nato. Vagabundo vive as custas dela, não liga para os filhos. Some todos os sábados e só aparece bêbado no dia seguinte. A chama de todos os nomes de animais conhecidos, pra ela ele é mais importante que os filhos. Amo próprio? Nenhum. Vê sua vida desmoronar cada dia mais e não dá a mínima portanto que ele esteja perto. O tempo destruiu seus sonhos. Ela nunca soube o que é curtir a vida...

Ela nunca se soltou. A mãe sempre comandou seus passos. Tudo na vida que lhe aconteceu sempre teve uma repercussão maior do que realmente era. Nascida em família estabilizada financeiramente e emocionalmente. Teve a atenção de todos sempre. Nunca saiu da casca. Nem quer sair. Gosta da atenção que lhe dão. Mesmo que isso implique na evolução da sua vida sedentária social. Nunca aceita os conselhos alheios, faz apenas o que lhe dar vontade e na maioria das vezes não faz nada do que quer só para não ter que se arriscar. Tem medo até da própria sombra. Quando o conhece, passa a viver pra ele e por ele. Quando ele a larga, ela não sabe mais o que fazer. Se revolta. Apesar de querer retomar o relacionamento, não aceita os pedidos de reconciliação. Corta os cabelos e os tinge de preto. Nunca amou alguém de verdade e sabe disso. Passa a viver de passado. Se apega a qualquer um que seja bobo o suficiente para ela abandonar uma semana depois. Continua vivendo com medo. Ela nunca soube o que é curtir a vida...

Ela nunca se apegou a ninguém demais, a não ser ela mesma. Tem vida própria. Troca de namorado como troca de roupa. Não gosta de ser sozinha, mas prefere essa condição. Ninguém sabe o que ela tem dentro. Filha exemplar nos estudos. Ovelha negra no resto. Uma vez se deixou apaixonar, mas sofreu mais do que foi feliz. Prefere continuar sozinha. Amor próprio? Em excesso. Decide não arrumar mais ninguém. Vive em guerra com o mundo. Não aceita opinião alheia. Independente desde que era criança. Sai pra onde quer ir, desde que antes tenha a bênção da mãe. A mãe para ela? Tudo! Nunca amou, não sabe se já foi amada. Não se deu tempo suficiente para saber. Curte a vida adoidado! Mesmo rindo, chora. Se sente sempre incompleta. Acha abrigo na religião. Mesmo assim o vazio ainda permanece. Sem saber a razão, apenas uma pessoa a deixa feliz o suficiente para esquecer os seus problemas. Ela soube o que era curtir a vida, mas nunca achou que era mais feliz que as outras...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

11ª postagem ( O carma 4)

E para por um fim na "Trilogia dos carmas" ( na verdade seria quatrologia), eu apresento para vocês caros leitores, "O carma 4". Conheço esse sujeito no final da última tentativa de namoro com "o carma 3". Uma figura, cheio de manias, todo o contrário, bonito, com um par de pernas de dar inveja a qualquer jogador de futebol, só de lembrar já sinto falta dele. Tinha tudo para ser o homem perfeito, bonito, gentil, inteligente, carinhoso, atencioso, mas, como nada é perfeito, louco de pedra! Eu o conhecia 3 meses após o término do namoro dele com outra louca, que durou uns 3 anos. Quando começamos a sair ele só falava disso, do quanto ela o perseguia, de como foi difícil passar 3 anos com ela, de como a mãe dele apoiava ela, enfim tudo se resumia a ela. Lembro da primeira vez que ficamos juntos em um dia comum, na verdade não era dia era noite, no meio da noite ela ligou deu um show via telefone, logo em seguida a mãe dele ligou também dando um show, a história se arrastou durante alguns minutos, até ele mandar ela aparecer na casa dele no dia seguinte. Bom que ela fosse no dia seguinte, aquele dia ali era meu, ? Não! Logo após desligar ele deu uma crise, levantou e falou que tinha que resolver aquilo logo senão ele ia pirar. Moral da história, fui abandonada ao relento em um sábado à noite. Valeu gostoso!!! Fui para rua, me meti em uma festa de uma amiga minha, depois seguimos para uma festa de rua ( essa é outra pior que a primeira). Me acabei de dançar. Depois de um tempo o celular começou a tocar, era o indivíduo, falando que tinha passado na minha casa e eu não estava, e que queria falar comigo mas tudo bem. Deu uma verdadeira crise pelo telefone. quando cheguei em casa ele ligou, todo cheio de histórias e de siricuticos.

Cerca de uma ou duas semanas depois, em um quente domingo em que minha alergia se encontrava atacada, ele resolve, depois de muitas crises, me dar um pé na bunda por telefone. Triste dia aquele domingo, fiquei tão mal, mas tudo passa. Nunca passa, depois disso ele passou a me perseguir diariamente, para falar da vida dele, da sua rotina, de como seu trabalho era estressante e de como sua mãe fazia pizzas todas as quintas. Pela Internet ele gostava de conversar sobre como eu estava diferente, de perguntar se eu ainda sentia algo por ele, perguntar se eu estava com alguém, e dizer o quanto gostava de mim mas não podia ficar comigo(mas hein?).

Isso rolou por meses, até que meu aparente descontrole hormonal começou a interferir também no meu humor. Durante uma dessas conversas casuais, depois de uma indireta direta, eu surto e abro a torneirinha de franqueza. Foi assim por semanas, era falar algo e tomar uma cachoeira de verdades. Por fim, depois de saber que eu tinha ido comer algo com "o carma 3", e ser zoado até a morte pelos seus companheiros, ele tomou uma atitude e conversamos finalmente sobre aquilo tudo, voltando a ficar comigo dois dias depois da conversa. os problemas de antes pareciam amenizados, até mesmo porque quando ele tentava dar crise, eu já abria a torneira e tudo era contido. Mas um problema persistia, ela! Apelidada carinhosamente de Heloísa (personagem passional de Manoel Carlos), ela continuava sendo o motivo dos meus problemas, o porque até hoje não sei. Aceito o pedido dele de namoro e começa a série de apresentações familiares, deixando o patriarca sempre por último. Sorte minha!! Depois de uma discussão, onde novamente se instalou a minha torneirinha de verdades, ele some e nunca mais aparece. as vésperas de uma prova mais que importante, que eu não passei. Volto a encontrar com ele, mas de um mês depois de tudo, ele se desculpa faz toda uma cena que não me comove e sem dó nem piedade eu passo a ignorá-lo como se nunca o tivesse conhecido. Só para ressaltar, ele tem 22 anos, ou seja não é culpa da idade, pelo menos não da física e sim da mental.

É esse o fim, as próximas postagens serão um pouco diferentes, deixarão de ser histórias minhas e passarão a ser histórias suas. Como? Leia e saberás! Bom dia!!

10ª Postagem ( O carma 3 )

O terceiro carma é de todos, o melhor. Não por ser mais chato, e sim por ter quase nenhuma aparência de carma. Mas aí você meu caro leitor, deve estar se perguntando porque ele seria um carma, a resposta é mais que simples, por aparecer sempre que não deve.

Lembra que eu citei na postagem que depois do "carma" eu resolvi me aproximar ainda mais da Igreja. Pois bem, meses após, depois do "carma 2", eu conheço em um desses eventos de Igreja "o carma 3". Ele chamava a atenção pela alegria que exalava, o jeito de ser, o apoio que oferecia, dentre outras coisas mais. Começamos a sair e ficamos juntos por quase um mês, mas a história foi findada devido ao retorno do "carma 2". Até aí tudo bem, eu parei para não enganar ninguém, na verdade de todos os defeitos que possuo, eu sempre joguei limpo, evito mentir, pelo menos para ele. Pouco tempo depois, durante outra separação com "o carma 2", eu volto com ele(3) e começamos a "namorar", relacionamento que tem fim 3 semanas depois, devido novamente ao retorno do segundo carma. Porém, mesmo sem ter nada sério, e sabendo da existência do "carma 2" nós continuamos juntos. Ficamos por mais algum tempo até eu decidir terminar com tudo e todos e voltar com "o carma" . Coisa que durou pouco tempo, pois como sempre ele sumiu logo após voltarmos a sair, dias depois eu já estava com " o carma 3". Em relação ao "carma 2" nessa época eu nem sabia se estava ou não com ele. Lembra leitor que eu citei que eu não tinha mais a certeza do que tínhamos, que quase não nos víamos, bom quem não dá assistência, perde para concorrência, ainda mais "carma 3" que sempre estava presente quando eu precisava.

Lembra que eu citei o fato da festa onde eu tive algumas visões desagradáveis, onde vocês acham que eu encontrei apoio? Claro que no "carma 3". Mas no fim do ano, eu decidi fazer uma reforma na história toda, e me livrei dos carmas para poder ter espaço para me redescobrir. Logo depois eu volto com "o carma", e até que estava bem, não era nada sério e era nisso que eu me garantia. Mas ao me ver durante uma micareta acompanhada com "o carma", ele resolve me ligar e procurar saber como eu estava. Passamos a conversar muito, na verdade sempre, mas depois de tanta insistência começamos a namorar novamente e novamente acabou. Desta vez não foi por causa de uma terceira pessoa, e sim pela falta de sentimentos da minha parte. Eu o via como um amigo, sempre vi, e acabava sendo mais fácil me apoiar nele todas as vezes que acontecia algo de ruim, é para isso que os amigos servem. Após 3 semanas, nos separamos de novo, e dessa vez ele jurou que seria a última vez (KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK). Logo após eu conheço " o carma 4" tão bonito, tão fofinho, tão carinhoso, tão paranóico,tão doente, tão maluco, enfim com N predicados. A história só duraria por alguns meses, até que, novamente, outra vez, de novo, "carma 3"!!! Bom, dessa vez a coisa ficou diferente, na verdade estranha, é como se existisse mesmo, pela primeira vez algo aqui dentro referente à ele, vamos ver no que dar querido leitor, essa história ainda não acabou, talvez porque dessa vez ele soube aparecer no momento "certo"...