Ao longo dos meus 18 anos, eu já passei por vários lugares da minha cidade, praticamente por ela toda, e mesmo assim desconheço a maioria dos lugares. Lembro-me da primeira vez que eu passei pelo calçadão da Barra da Tijuca, perfeitooooo, o cheiro, as pessoas, o mar quebrando nas pedras, etc. Achei tudo tão lindo, tão belo. Apesar de ser uma metrópole, o rio tem mais lugares históricos do que arquiteturas modernas. As ruas do centro são do mesmo jeito há décadas, só no bairro eu posso citar mais de 7 pontos turísticos. Ao contrário de outras cidades grandes, o Rio se divide entre o asfalto e a natureza, muitas das vezes os dois ficam lado a lado, é muito difícil você encontrar um lugar que só tenha prédios, sem um detalhe natural. Engarrafamento? Alguns, mas não exagerados. A violência é típica, mas se aqui as pessoas morrem por bala perdida ou achada, em São Paulo é por sequestro e em Piauí é pela peixeira. Tudo bem que a violência aqui é exagerada, mas se analisarmos bem, a negligência do governo em relação a várias coisas, faz com que as pessoas procurem os caminhos mais fáceis.
Voltando a parte da boa da minha cidade, pode-se dizer que o Rio de Janeiro é a cidade que nunca corre. O carioca sai de casa sempre uma hora mais cedo só para ter a certeza que não vai ter que andar correndo como um doido pra chegar cedo no trabalho. Em dia de chuva, ele sai sem guarda-chuva na esperança que o dia dê praia. Esse continuar chovendo pode ir na praia que você sempre irá encontrar um doido perdido.
Hoje quando fui ao centro da cidade, e vi a falta de pessoas na rua, tentei imaginar onde todas aquelas pessoas estariam enfiadas por aí, até agora eu não sei. mas que estava muito vazio para uma quinta-feira, isto estava. Nisso eu lembrei de uma situação em que o mesmo lugar por onde eu passei e não tinha ninguém hoje, estava tão cheio que não dava pra ver nem as janelas dos prédios. Último dia de pós Carnaval, no outro dia já era Março, Monobloco na rua levando mais de 400 mil pessoas. O dia de manhã estava frio, com a maior cara de chuva, chegando no centro o sol estava de rachar, e permaneceu assim até o final. Eu sem comer, dormir, nem sequer beber água. Por fim eu já não sentia nada, mas não queria arredar o pé dali. Sem violência, sem brigas, sem mortes. O dia perfeito! Ou seja faça Sol ou faça chuva, o carioca sai de casa na esperança de que dê tudo certo.
O Rio de Janeiro continua lindooo...
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