Ela tinha apenas 13 anos quando conheceu o primeiro namorado, cerca de três meses depois ela conhece aquele que seria seu segundo namorado, namoro que rolaria mais uns 4 anos.
Controlador, manipulador e obcecado, tudo que uma menina de 13 anos não precisa. Foram 4 anos de amizades perdidas, de crises, de términos e voltas, de brigas e discussões sérias, e o mais grave, a agressão moral. Terminados os 4 anos, ela volta a se envolver com um outro tipo. dessa vez ela é a vilã. Manipuladora, controladora, só faltou o obcecada. Passa a ter discussões por todos os tipos de coisas absurdas. Por serem de criações diferentes, e por terem um passado comprometedor a perseguição passa a ser mútua, com isso se encaixam mais um ano naqueles 4. Ela nunca soube o que é curtir a vida...
Filinha do papai, esperança da família, nunca deixou transparecer o que realmente pensava, nunca pensou com a própria cabeça. Trocava de namorado sempre que podia. Tinha muitos e não queria nenhum. Não tem vida própria, tudo que faz é cronometrado por alguém. Nunca extrapolou os seus limites. Nuca se desgarrou das saias da mãe. Gosta de ter atenção de todos. Está acostumada a ter sempre alguém para lhe dizer o que fazer. Conhece ele, um garoto bobo, filhinho de mamãe assim como ela, do pai. Não sabe lavar nem suas cuecas sem ajuda. Trabalhar não é com ele. Vive de cursinho em cursinho. Futuro? Não sabe nem o que é isso. Gosta de ter o comando da situação. Manda nela sempre que precisa. A trata mal só para testar até onde vai sua lábia. Já estão há 3 anos juntos. Pensa por ela assim como toda a família. Ela não faz nada sem ele. É capaz de se virar contra tudo se for por ele. Amor próprio? Nenhum. Ela nunca soube o que é curtir a vida...
Ela teve o primeiro filho aos 15, aos 22 já são 4, todos de um mesmo pai. Desde de mais nova sempre saiu para todos os lugares. Dançarina de grupo de axé, sempre arrasou em cima dos palcos, lugar onde conheceu ele. Ele, um maltrapilho qualquer, vive de rolo em rolo, 171 nato. Vagabundo vive as custas dela, não liga para os filhos. Some todos os sábados e só aparece bêbado no dia seguinte. A chama de todos os nomes de animais conhecidos, pra ela ele é mais importante que os filhos. Amo próprio? Nenhum. Vê sua vida desmoronar cada dia mais e não dá a mínima portanto que ele esteja perto. O tempo destruiu seus sonhos. Ela nunca soube o que é curtir a vida...
Ela nunca se soltou. A mãe sempre comandou seus passos. Tudo na vida que lhe aconteceu sempre teve uma repercussão maior do que realmente era. Nascida em família estabilizada financeiramente e emocionalmente. Teve a atenção de todos sempre. Nunca saiu da casca. Nem quer sair. Gosta da atenção que lhe dão. Mesmo que isso implique na evolução da sua vida sedentária social. Nunca aceita os conselhos alheios, faz apenas o que lhe dar vontade e na maioria das vezes não faz nada do que quer só para não ter que se arriscar. Tem medo até da própria sombra. Quando o conhece, passa a viver pra ele e por ele. Quando ele a larga, ela não sabe mais o que fazer. Se revolta. Apesar de querer retomar o relacionamento, não aceita os pedidos de reconciliação. Corta os cabelos e os tinge de preto. Nunca amou alguém de verdade e sabe disso. Passa a viver de passado. Se apega a qualquer um que seja bobo o suficiente para ela abandonar uma semana depois. Continua vivendo com medo. Ela nunca soube o que é curtir a vida...
Ela nunca se apegou a ninguém demais, a não ser ela mesma. Tem vida própria. Troca de namorado como troca de roupa. Não gosta de ser sozinha, mas prefere essa condição. Ninguém sabe o que ela tem dentro. Filha exemplar nos estudos. Ovelha negra no resto. Uma vez se deixou apaixonar, mas sofreu mais do que foi feliz. Prefere continuar sozinha. Amor próprio? Em excesso. Decide não arrumar mais ninguém. Vive em guerra com o mundo. Não aceita opinião alheia. Independente desde que era criança. Sai pra onde quer ir, desde que antes tenha a bênção da mãe. A mãe para ela? Tudo! Nunca amou, não sabe se já foi amada. Não se deu tempo suficiente para saber. Curte a vida adoidado! Mesmo rindo, chora. Se sente sempre incompleta. Acha abrigo na religião. Mesmo assim o vazio ainda permanece. Sem saber a razão, apenas uma pessoa a deixa feliz o suficiente para esquecer os seus problemas. Ela soube o que era curtir a vida, mas nunca achou que era mais feliz que as outras...
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